A realidade do PCM em pequenas empresas
Nosso espaço aqui é para falar e mostrar o PCM na prática, a realidade do Planejamento e Controle de Manutenção, e naturalmente quando vamos buscar o assunto em canais e mídias especializadas é tudo uma maravilha, um programa que só basta um estagiário lançar os dados ali e já está rodando.
Mas, se a empresa for pequena, uma autarquia de saneamento de uma pequena cidade como pouca margem para investimento e se a empresa ainda é familiar o que deve ser feito? Investir R$500.000,00 em um software de última geração? R$40.000,00 em um bem mais comum de mercado? E a mão de obra especializada para fazer funcionar do jeito ideal e correto?
Baseado em minha experiência com planejamento de manutenção, a primeira coisa que se deve fazer é elencar as prioridades da empresa. Quais são essas prioridades? Primeiramente, vamos fazer um levantamento de qual o maquinário que dá mais lucro, onde entra a receita da empresa. Depois, verificar no sistema de compras, se os maiores custos de compras de peças e insumos estão concentrados nos mesmos equipamento, caso não esteja, ele já virou uma prioridade.
Depois de fazer o levantamento dos equipamentos prioritário, o próximo passo é levantar informações desses equipamentos, através de catálogos das máquinas mais novas e em conversas com o pessoal mais antigo que já se envolveu com a manutenção das mesmas.
Por fim, o terceiro e último passo para começar um PCM básico, planilhar tudo, é trabalhoso, mas, o excel é uma ferramenta essencial para isso.
Vamos verificar essas etapas mais especificamente.
O maquinário que dá lucro é evidente, a receita que mantém a empresa, então, é evidente que estes equipamentos devem ser priorizado em um monitoramento de manutenção, pois, este equipamento parado a empresa para de gerar receita e tem seus resultados prejudicados.
Equipamento com alto custo de peças e insumos é dinheiro que sai, despesa alta. Um acompanhamento mais detalhado desse equipamento e um estudo mais criterioso pode trazer alguma solução que minimize o investimento nele, com isso aumentando o lucro.
O levantamento e detalhamento das peças sobressalentes através de catálogos e do pessoal que já se envolveu, garante o conhecimento de quais as peças que podem gerar defeito e com isso se não for mantido um estoque mínimo pode-se pelo menos entrar em contato com fornecedores antecipadamente para ter ciência do tempo de entrega.
Por fim as planilhas de informações que devem conter pelo menos uma planilha com lista de peças e se tem em estoque, uma com os dados do equipamento e dados de performance e se possível uma planilha com as paradas destes equipamento e os motivos das paradas.
Com isso já é possível dar o primeiro passa em direção ao planejamento de manutenção, que é saber o que realmente acontece com o equipamento e qual a importância dele para a empresa.
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